Intervenções para prevenção e tratamento de doenças respiratórias em crianças
Por
Lincoln da Silva CREFITO 85275 -F
Simone de Oliveira Gaspar Silva CREFITO 85274-F
A variação climática, dentre outros fatores, contribui para o aparecimento de complicações respiratórias, pois a brusca mudança de temperatura ambiente provoca uma deficiência nas funções normais do organismo.
Uma das reações comuns ao frio é a congestão nasal, causada por uma inflamação nesta região que aumenta a produção de secreção na mucosa.
O nariz é o órgão responsável por umidificar, aquecer e filtrar o ar que vai para os pulmões, por isso, o aumento de muco causa uma obstrução na passagem do ar pelo nariz, induzindo a criança a respirar pela boca. Com essa respiração alterada, aumentam as chances de se desenvolver doenças pulmonares, pois o ar entra “frio” e “sujo”, desencadeando um aumento na quantidade normal de produção de secreção pulmonar, impedindo a troca gasosa e causando a sensação de “falta de ar”.
É comum ocorrer esse processo em casos de resfriados e gripes, por isso a intervenção contra esses mecanismos deve ser feita com urgência, evitando as diversas complicações que são observadas após esse período inicial, como os casos de pneumonia.
A fisioterapia respiratória ajuda a prevenir, reverter e tratar casos de complicações do sistema respiratório, através de técnicas específicas que ajudam a desobstruir a passagem do ar pelo nariz, mobilizar e eliminar secreções pulmonares, melhorar a ventilação e promover a reexpansão pulmonar (passagem adequada do ar pelos pulmões), com o objetivo de melhorar a oxigenação.
Quando esse tratamento é realizado no início dos sintomas que trazem desconforto respiratório (congestão nasal, tosse e cansaço), a doença pode ser revertida. Em casos mais avançados, o tratamento auxilia na recuperação mais rápida, na prevenção de maiores complicações e na redução de doses de medicamentos.
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