A CONDUTA NA FEBRE E CONVULSÃO FEBRIL
Por Dr. Cecim El Achkar
Pediatra
A febre é o sintoma que mais preocupa os pais. Trata-se de um alarme, um aviso de que algo diferente está acontecendo no organismo, que assim se defende contra as infecções. O corpo aumenta a temperatura para poder eliminar agentes agressivos como vírus, bactérias e outros, no caso de uma infecção e produzir elementos para combater as infecções.
O maior medo dos pais quando a febre começa a subir é o aparecimento da crise convulsiva, também chamada de ataque. A convulsão manifesta-se por cianose labial (os lábios ficam roxos), e a criança revira os olhos, baba muito, treme, perde os sentidos, os pais têm a sensação de que vai se passar. Esta crise pode aparecer com qualquer temperatura desde 37C até os 40 C. Não existe relação entre o grau da febre e o surgimento ou não da crise convulsiva. Quando ela aparece, na grande maioria dos casos, começa junto com o quadro febril, e muitas vezes se repete em outros quadros, mas geralmente é na primeira manifestação do quadro infeccioso.
Existe uma febrefobia, inclusive por parte de nós, médicos. Hoje se sabe que a febre estimula os mecanismos de defesa do organismo. O prejuízo para o corpo surge com a temperatura acima de 40C.
Os banhos frios e as compressas são totalmente contra-indicados pois podem produzir choque térmico, causando calafrios que elevam a temperatura ainda mais. O álcool é proibido – pode levar ao coma pó absorção. Quando a febre se apresenta com calafrios, a criança deve ser agasalhada, pois vai suar e a temperatura baixará.
Se a criança apresentar crise convulsiva, a conduta é levá-la rapidamente ao hospital mais próximo, sem fazer nenhuma medicação. Se estiver com temperatura abaixo de 38,5C, deixe-a num ambiente confortável. Procure não medicar sem orientação médica. Se, além da febre, a criança estiver caída, gemente, ou tiver outro sinal ou sintoma, leve-a ao hospital ou posto de saúde mais próximo, ou procure seu pediatra de confiança. Mais vale uma prevenção precoce do que um diagnostico tardio com conseqüências graves ou até a morte para a criança.
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