Dermatite Atópica


Por Dra. Marice El Achkar
Pediatra
Especialização em Dermatología Pediátrica - Hospital de Clínicas/UFPR

Também conhecida como eczema atópico, é uma doença crônica, hereditária, que ocorre em pacientes com história familiar de dermatite atópica (DA), asma ou rinite alérgica, e atinge 10 a 15% da população em geral.
São crianças que têm a pele muito sensível e seca, uma pele que reage a diferentes alérgenos ambientais.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é clínico, isto é, baseado na história e exame físico do paciente. Os exames laboratoriais não conseguem dizer se uma pessoa tem ou não a doença.
Os fatores que influenciam no aparecimento da DA são: genético (familiar), fatores ambientais (poeira, detergentes, roupas de lã e sintéticas, frio, calor, infecções), a alteração nas células de defesa (imunidade), a pele seca e pruriginosa (coceira) e o estresse emocional.
O papel dos alimentos na DA é controverso. Em alguns casos pode haver piora da doença com a ingestão de alguns alimentos como leite, ovos, amendoim.

CUIDADOS
O banho do paciente com DA deve ser rápido, morno e com pouco sabonete. O ideal é usar loções de limpeza especiais e acrescentar óleo de banho na água para prevenir o ressecamento da pele.
Manter as unhas sempre curtas; evitar o calor excessivo, usar roupas de cama e roupas em contato com a pele sempre de algodão; ter boa ventilação na casa para diminuir a umidade e a poeira.

TRATAMENTO
A hidratação da pele é o fator principal no tratamento. Os anti-histamínicos são usados para diminuir a coceira, e as pomadas de corticóide e os imunomoduladores para diminuir a inflamação.
A DA melhora à medida que a criança cresce. A maioria terá o quadro resolvido na adolescência. Apenas poucos pacientes continuam a apresentar a DA de difícil resolução na vida adulta.

Maiores informacaoes: www.aada.org.br



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