Rinite Alérgica


Dr Cecim El Achkar

Pediatra

 

A rinite alérgica é uma doença que atinge 20% da população, entre crianças e adultos, e manifesta-se por espirros, coceira e irritação nas narinas, com predomínio à noite. A causa é uma hipersensibilidade da mucosa nasal de cada pessoa a diferentes substâncias, como a poeira doméstica, que é a mais comum. Na poeira, os ácaros, seres microscópicos, vivem e alimentam-se dos restos de pele e de outros nutrientes. Encontram-se os ácaros em nossa cama e em nosso ambiente domiciliar. Outras causas podem ser: perfumes, cigarro, inseticidas em geral (spray, espiral, de tomada elétrica), mudanças de temperatura (quente-frio). Na primavera, temos a rinite da floração, chamada rinite perene, que aparece só nessa época do ano e apresenta os mesmos sintomas da rinite alérgica.

A pessoa portadora da rinite alérgica deve tomar consciência, pois, apesar de não ser uma doença grave, ela acarreta problemas importantes se não for tratada adequadamente.

A obstrução constante nas narinas faz com que a criança respire pela boca, acarretando o aumento das amígdalas e das adenoides, além da protrusão dos dentes para frente e elevação do céu da boca. Como consequência, temos infecções de repetição, infecções de garganta, sinusites, otites, asma e outras. A necessidade do uso do aparelho ortodôntico, em muitos casos, tem, como causa, uma rinite não tratada precoce e adequadamente.

Para tratá-la, primeiro, deve-se consultar o médico, que é o único que pode diagnosticar, com certeza, a doença e afastar outras causas de rinite, como, por exemplo, rinite medicamentosa, por corpos estranhos, rinite vasomotora e outras. O tratamento fundamental e mais importante é o controle ambiental, principalmente, do quarto onde a criança dorme. O carpete, o mosquiteiro e os bichos de pano ou pelúcia são os maiores responsáveis pelo desencadeamento das crises de rinite. Em muitos casos, essa medida já é suficiente para deixar o paciente controlado. Podemos utilizar, também, outras medidas, como medicamentos que têm por objetivo controlar os sintomas e diminuir a inflamação. O mais importante é ter consciência de que, quando a criança apresenta narinas trancadas por mais de três dias e espirros a salva (seguidos), deve-se procurar o médico para fazer o diagnóstico e o posterior tratamento com toda a intensidade e perseverança, pois, quanto antes iniciado, melhores serão os resultados. Respiremos o ar a que temos direito pela narina, não pela boca, e vivamos mais felizes.



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