O verão e a saúde de nossos filhos
Pediatra
O Sol, nos dois primeiros anos de vida, constitui um fator de suma importância para a saúde da criança, sua ação, sobre a pele, resulta na transformação de vitamina D, muito importante para o bom desenvolvimento físico da criança e, principalmente, como fator de proteção contra infecções da infância. Uma criança com teores normais de vitamina D, com exposição diária ao Sol, fica, no mínimo, 10 vezes menos doente que aquela que não recebe a luz solar.
A partir de um mês de vida, inicia-se o banho de Sol, com 5 minutos ao dia, aumentando, gradualmente, até 30 minutos diários. O correto é fazer isso até 10 horas da manhã, limite para o predomínio de raios ultravioletas, que beneficiam nossa pele, produzindo a vitamina D. Entre 10 e 15 horas, prevalecem os raios infravermelhos, que produzem calor e queimaduras, as quais podem chegar ao câncer de pele.
A praia
Ao chegar à praia, devemos passar, sempre, bronzeador com filtro solar, proteção número 15, no corpo e no rosto da criança. O ideal é entre 8 e 10 horas da manhã, ou após as 15 horas. Quanto mais clara for a pele, mais rápida e facilmente ela se queimará, precisando, por isso, de mais hidratação.
Sempre que a criança sair da água, secar bem todo o seu corpo e o rosto. Em seguida, passar protetor solar. As gotas de água funcionam como lente, aumentando o potencial do Sol. Laranja, abacaxi e, principalmente, o limão provocam manchas escuras na pele, quando em contato com o Sol.
Lábios, nariz, ombros e seios devem ter uma superproteção, por se tratar das partes do corpo onde a pele é mais sensível. Não se iludir: o guardassol confere proteção apenas parcial. Mesmo sob ele, as crianças acabam se queimando. O ideal é oferecer água à gurizada e usar, sempre, chapéu para proteção do rosto.
Deixar os pequenos, no máximo, 3 horas e nunca depois das 11 da manhã. Evitar que o suor seque sobre a pele, pois podem resultar manchas que não sairão mais. Depois da praia, tomar banho em água morna ou fria. O banho quente aumenta as queimaduras. Evite o uso de sabonetes comuns. Melhor é o de glicerina.
Consequencias
- Os efeitos maléficos do Sol só vão aparecer após 3 ou 4 horas. Podem surgir de queimaduras leves até o aparecimento de bolhas.
- A insolação manifesta-se de 6 a 8 horas após a exposição ao Sol, com febre alta, tremores de frio, vômitos e suores.
- O excesso de Sol pode levar à desidratação, que é a perda de água e sal pelo organismo.
- Criança resfriada ou com alguma doença inconcluída, quando exposta ao Sol, faz a doença intensificar-se ou produzir consequências mais graves.
- As manchas escuras produzidas por limão ou outras frutas aparecem até com 24 horas após a exposição ao Sol.
- As brotoejas em crianças de pele clara ou sensível são muito comuns após a exposição prolongada ao Sol.
Devemos preocupar-nos, também com as infecções de pele e as picadas de insetos.
Infecções de pele
O verão é a estação preferida das lesões de pele. Isso ocorre por vários motivos: a exposição direta ao Sol e ao meio ambiente, as picadas de insetos, e a contaminação, quando se toma banho em piscinas, lagoas, rios, lagos e praias poluídas. Além disso, o “Sarcoptes Scabei”, que é o bicho responsável pela sarna, produz, na maioria dos casos, lesões de pele importantes.
A conduta, nesses casos, é sempre procurar um médico, para saber, com exatidão, se a infecção está só restrita à pele ou se já disseminou pelo sangue. Nunca medicar lesão de pele sem orientação médica.
Picadas de insetos
Os insetos surgem com o verão e servem para atormentar tanto as crianças como os adultos. Existem crianças que são alérgicas a picadas de insetos. O local onde o inseto morde, normalmente, fica com a área toda vermelha, causando muita coceira. Em outras crianças, nada ocorre. As crianças que são sensíveis à mordida de inseto devem procurar o pediatra, para que se evite que essas mordidas virem infecções secundárias. Esse é um dos poucos casos, em medicina, nos quais, dependendo da reação da criança, há indicação de se fazer vacina. Mas tudo isso deve receber a devida orientação do pediatra.
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