A pseudocólera do "ovo"


Dr Cecim El Achkar

Pediatra

 

Há alguns anos, estamos esperando que a cólera chegue a Santa Catarina. Fizeram toda preparação preventiva e curativa para ela, mas ela não chegou. No entanto, mandou um representante mil vezes pior e mais grave: a toxiinfecção alimentar. Ela ataca a todos: crianças, adultos, velhos e jovens, indistintamente, famílias inteiras, quando ingerem alimentos contaminados.

Ela causa febre, com calafrios, dor de barriga, vômitos e leva, na maioria das vezes, à desidratação. Ela murcha as pessoas que ela ataca. Na maioria dos casos, os pacientes são internados, tamanha a gravidade e a urgência do quadro. Ela chega matando e continua, a cada dia, fazendo mais vítimas.

A causa desse mal é um microorganismo chamado de “salmonela”, que pode ser encontrado no ovo cru, nas mãos e unhas de pessoas contaminadas, em animais, em reservatórios de água, em ração animal, etc.

O que fazer para prevenir? O mais importante é não ingerir algum alimento que contenha ovo cru em sua formulação, como maionese, que é a campeã das intoxicações. Depois, os bolos, principalmente, os de tamanho grande, que não cabem na geladeira e passam o dia todo em ambiente quente; os sorvetes; os salgados; e todos os tipos de alimentos que não se conhece a procedência ou as condições de higiene do produto.

Vivamos o verão feliz. Comendo o que for natural, evitando o que é feito com ovo cru.



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